Rodrigo


sleepy hollow

Terça-feira, Novembro 02, 2004

Diálogos Impertinentes

Como muitos de vocês sabem, durante o ano da graça de dois mil e três eu fui aluno do cursinho da poli e este período foi seguramente um dos quais eu mais cresci intelectualmente falando (se é que há algum intelecto em mim...), e grande parte desse crescimento deve-se à paixão com a qual aqueles professores tentavam incutir algum conhecimento em nossas cabecinhas confusas de vestibulando.
Bom, aquele ano acabou, muitas coisas mudaram, mas eu sempre vou olhar aquela experiência de uma forma especial.
Mas afinal, por que eu estou falando nisso agora?
Porque a alguns dias atrás eu estava no meu quarto mexendo nas minhas coisas e achei uma folha. Sim, uma folha de papel, daquelas arrancadas de caderno, e nela estavam escritas varias frases dos professores da Poli, que eu anotei durante todo aquele ano. E agora eu resolvi compartilhar essas frases com vocês. Ai vão elas:
“O mundo não é...ele esta sendo”
“Há muitos eus que me habitam”
“O que não se pensa não existe”
“A poesia não esta no ‘que’ ela esta no ‘como’...”
“Mais quero um asno que me carregue que um cavalo que me derrube”
“O real não é necessariamente o verdadeiro”
“Sou na medida em que percebo”
“Todos os problemas da sua vida começaram com a palavra ‘mas’”
“O homem é um cadáver adiado”
“A ciência é feita de verdades mortais”
“O imigrante não vem atrás de trabalho, ele vem atrás de renda”
“Revoluções não são sutis”
“Todo ato de linguagem é parcial”
“Nossa sociedade nega a dor o tempo todo”
“Os mortos comandam os vivos”
“Nós somos ilhas...Nossas sensações acabam quando acaba nossa pele”
“Palavras pressupõem fé”
“Agente só aprende o que pode aprender”
“A revolução não será televisionada”
“Porque não pode cessar de querer é que o suicida cessa de viver”
“A poesia tem o poder de mudar o conceito do que é belo”
“Só se conhece um homem na frente de uma arma ou atrás de uma mulher...”
“A única conclusão é morrer”
...